Hamburgo Velho

Em 1989, Ariadne teve seu segundo filho, e as exposições tiveram uma pausa. Mas convidada a trabalhar no prédio recém restaurado da Padaria Reiss, no bairro de Hamburgo Velho, ela deixou-se envolver pela paisagem urbana peculiar do local. Dentro da casa, era tudo muito novo e limpo, o que exigia cuidados impossíveis para o trabalho de atelier. Então, Ariadne decidiu ir para as ruas, dedicando seu olhar para o bairro que tem sido um destaque na preservação do patrimônio histórico brasileiro.

 

Esse conjunto de obras de Ariadne gerou sua exposição individual na Galeria Modernidade, em 1991. Nas telas, a parte antiga era feita a pastel, enquanto as construções recentes eram representadas com uma mistura de cola, areia e tinta, como se fosse "concreto".

Em 1991 realizou sua primeira série de trabalhos sobre o Centro Histórico do Bairro de Hamburgo Velho, na cidade de Novo Hamburgo. Os bares da cidade motivaram ensaios sobre o cotidiano urbano em 1992. Em 1999, se propôs a rever o local, produzindo uma imagem com uma visão de 180 graus do conjunto de prédios que continua sendo motivo para campanhas dos grupos conservacionistas, já que as mudanças urbanas ameaçam cada vez mais a sua preservação.

 

Nessa segunda série, seus trabalhos motivaram uma exposição na Casa Schmitt-Presser, que hoje é um museu que trata da imigração e das raízes culturais da região. As cores ficaram mais fortes e ela passou a trabalhar com pastel oleoso sobre tela.

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